Sobre o processo de desapaixonar-se

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De repente o mundo volta ao seu eixo habitual. Músicas tocam no rádio, cenas passam na televisão e tudo o que você faz é ignorá-las. Apático. De repente a comida no prato volta a tornar-se quente e o banho quente no frio não é mais tão convidativo. O travesseiro passa a acomodar-lhe apenas os cabelos curtos e cacheados. Não mais sonhos e planos. A vida segue tranquila, como se nela não faltasse nada além de contas a serem pagas no fim do mês. Ou o cinema de sábado à tarde. Sem companhia.

O caminho que leva à rua agora é curto. Não há mais pressa ou agonia em encontrar a calçada, os carros, a porta de madeira escura e aquele olhar que tanto o perseguia por entre a multidão. Quem dorme tranquila no banco do passageiro, neste exato momento, é a solidão.

Essa bobagem de ter alguém para amar é ilusão, você pensa. Você percebe que a vida passa rápido e é difícil fazer as coisas boas durarem. Você percebe que o sol não se põe. É apenas uma ilusão causada pelo mundo girando, a letra da canção já dizia. Você se deu conta, não é mesmo? No fim de tudo, talvez o amor seja mesquinho. Você não queria fazê-la feliz. Apenas ser feliz com ela.

Mas não foi isso o que você aprendeu no jardim de infância, quando a tia Maria o obrigava a fazer dupla com a Luana, a menina dos olhos tristes. Ela o ensinou que amor é algo supremo e que não existe apenas entre casais. Você ama seus pais, seus irmãos, seus livros e o cachorro de estimação. Até aquela moça aparecer e roubar seu mais lindo sorriso e as mais tímidas batidas do seu coração. Por um ano e seis meses. Escravo de algo que funcionava teoricamente.

Você pensa em nunca mais querer tanto outro alguém. Pensa em desistir do trabalho e da escrita e viajar pelo mundo como um lobo solitário – ou talvez apenas observar a chuva açoitando a janela e ter o prazer de discutir mentalmente qual gota chegará primeiro ao terceiro andar. Não mais enxergá-la como algo poético. Mas, bem lá no fundo, sabe que mais dia ou menos dia todas as lembranças voltarão. Encobertas por outros cabelos, outra risada, outros gostos, outra voz, outro olhar de menina e outras noites de insônia e indecisão: ligar para ela ou não ligar? Eis a questão.

Em algum canto remoto da sua mente, você admite que valeu a pena. Por um tempo.

Agora você pode respirar aliviado. Não há o quê temer. Amores vêm e vão. Voltam e tiram nosso sossego. Acabam rápida e drasticamente. Duram um minuto e duas respirações. Ou eternamente.

Deite a cabeça no encosto do sofá e feche os olhos por alguns minutos. Agora você pode voltar a dormir.

Por enquanto.

[Neste texto foi utilizado um trecho da música “Do You Realize?”, The Flaming Lips].

Hoje acordei meio assim, sei lá…

Síndrome coleccionista: Margaret Atwood. Frases como puñales.

Acordei às 6h30 de súbito. Culpa de um sonho enrolado, envolvendo pessoas conhecidas, desconhecidas e a querida Wednesday de A Família Addams – que acabara não sendo tão amigável comigo. Notei que não conseguia respirar direito: um copo d’água gelado, consumido no dia anterior, sentenciou-me a um resfriado nada bem-vindo. O mundo ao meu redor girava e minha vontade de sair da cama habitava algum lugar obscuro do Universo.

Isso aconteceu durante toda a semana. Minha amiga Preguiça envolveu-me em lençóis confortáveis de segunda à sexta, sem intervalos ou rendição. Aceitei sua companhia, como boa anfitriã que sou, porém tinha muitas tarefas a cumprir. A Física e a Química de todo-santo-dia-de-estudos me aguardavam com fórmulas e cálculos que em outro tempo me escravizavam. Arrastei-me por cinco dias até minha escrivaninha, mas meu ânimo-sonolento em nada ajudou.

Decidi abonar do meu metodismo por alguns momentos. Deixei o caderno e as canetas de cores formais descansarem um pouco. Talvez, se tudo der certo, amanhã eu acorde melhor – sem o funga-funga do resfriado e sem Wednesday-fantasma-ameaçadora me perseguindo por aí. Espero não ter de me sentir mal por esquecer o mundo lá fora por um par de horas ou meu compromisso com a escrita – que por sinal anda bem largada e sem inspiração.

Virei-me para o outro lado da cama e imaginei um modo de arrumar forças para me levantar e encarar o lindo dia ensolarado de 25 °C. Abri o notebook e encarei uma página do Word em branco pelo que pareceu-me uma eternidade.

E não é que meu ócio rendeu um texto?

Bilhete escrito à meia-luz de um abajur antigo, quatro e meia da manhã, domingo

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Amor,

Desligo a televisão e me viro para o lado esquerdo da cama. Você dorme tranquilo, quase um anjo. Anjo. Algo que nunca irá condizer com a sua reputação. Você pensa que eu não sei das suas tramas. Dramalhão mexicano. Todas as noites te esperando acordada e o que eu ganhei com isso? Um belo par de olheiras profundas, escuras como a sombra do que restou de nós.

O nosso amor esfriou, meu bem. Assim como o café preto que você fazia todas as manhãs. O sol foi embora, o barco partiu e o nosso Carnaval virou Quarta-Feira de Cinzas.

Seus olhos não procuram mais os meus. Procuram ela. Ela em outras mulheres. Ela em mim. Mas você não irá encontrá-la em um coração que outrora foi puro. Não irá encontrá-la no beijo roubado ou na cor dos meus cabelos. Não irá encontrá-la na convivência, nos filmes, nas músicas e nos textos que lê. Não irá, porque eu nunca serei ela. Ai de mim.

Por isso, amor, decidi me desafogar de você. Decidi tomar um tempo para viver o que ainda não vivi. Ao seu lado o tempo passa ligeiro. Sozinha, conquistarei o mundo que tanto sonhei sem pressa.

Dispo-me então dos meus medos e inseguranças. Do caos e do porto seguro. Da estranha mania de te amar mesmo sabendo de todas as traições e calúnias. Dispo-me do primeiro beijo e do primeiro toque. E também da música que não é mais nossa. Troco meus vestidos longos por saias curtas, a Bossa Nova por Rock ‘N Roll e a réplica de Van Gogh por uma pintura qualquer de rua. Troco o doce pelo salgado, o romance por poesia, o dia pela noite e seu amor por amor próprio.

Minhas malas já foram feitas, não se preocupe. Dentro delas tranquei seus discos preferidos e planos para o futuro. Ah, e também meu coração.

Posso até não ser muito realista, viver de utopias e querer sempre aquilo que não posso ter. Posso escrever de maneira confusa, mas de uma coisa tenho certeza: darei o troco em você.

Aporia

  1. Aporia: [Do gr. aporia, “caminho inexpugnável, sem saída”, “dificuldade”.]
  2.  (Na Psicologia, o termo aporia refere-se ao sentimento de grande vazio que as pessoas sentem ao saberem que o que elas acreditam não é realmente verdade. Para saber mais, clique aqui.

***

Sem título-1.fw

Pedro havia dormido mal naquela noite. Os sonhos haviam sido manchados por fleches dos últimos meses, embaralhando-se aos lençóis e ao frio que fazia lá fora. Pedro não queria acordar. Queria pairar pela realidade de estar sozinho em seu quarto, às quatro e meia da manhã, vestido com o pijama azul marinho há muito puído, acreditando que Marina algum dia voltaria. Mas aquilo não passava de uma ilusão ainda sonolenta.

A madrugada arrastara-se como um bêbado e a cada andar dos ponteiros do relógio, Pedro sentia-se nauseado em pensar que a ex-namorada não demoraria a chegar e pegar de volta tudo o que a pertencia. Pedro e Marina haviam terminado o relacionamento um dia antes. Pedro, depois de muito desconfiar, conseguiu arrancar da tão sonhada “princesa dos contos de fada” que ela o traíra por mais de cinco meses. Foi o que bastou para o enorme castelo de areia enfeitado com conchas do mar que ele havia construído por três anos desmoronar em uma questão de segundos.

– Engraçado como nos ludibriamos com nossos próprios pensamentos. – ele disse para ninguém em especial, ainda de olhos fechados. – A gente inventa mil planos, mil situações felizes e, de uma hora para outra, a vida decide jogar uma generosa pá de terra sobre tudo isso. E sobre a nossa dignidade, para piorar.

Ele enchia-se de um sentimento nunca antes experimentado. Queria sair de si, voar para longe e nunca mais voltar. Queria nunca mais precisar ler a própria infelicidade no rosto de alguém, muito menos no de Marina, mas foi abrir os olhos pela primeira vez naquele dia que ele deu de cara com enormes cachos loiros que pendiam na altura dos ombros e o sorriso de menina que ele tanto amara. Um porta-retrato dormia tranquilo sobre o criado mudo, junto a um livro de poemas de Neruda que ele tanto gostava. E que não condizia com aquela cena.

– Veja bem, Marina, o que você fez comigo. – Pedro apontava o indicador para a moça emoldurada na fotografia. – Você não tem piedade de ninguém. Se não me amava, por que continuou me iludindo? Por que apenas não virou as costas e foi embora? Eu mereço isso? Ser chutado para lá e para cá como um cão abandonado, prestes a ser colocado para adoção? Marina, eu juro: fiz o que podia para te manter comigo. Agora só resta esse enorme vazio aqui dentro. E você nunca irá ouvir essa conversa de loucos, porque você nunca voltará para mim. E eu não te quero mais. Nunca mais.

Estilhaços de vidro se perdiam pelo assoalho de madeira recém-colocado e Pedro contorcia-se numa dor muda capaz de cegar-lhe e deixar-lhe apático pelo resto de seus dias. A sensação de ter sido enganado por tanto tempo açoitava-lhe o peito e, pela primeira vez desde que deitara a cabeça no travesseiro frio, permitiu-se chorar. Chorou até os olhos arderem e os inúmeros soluços cessarem.

– Toda nossa vida é uma farsa. Tudo em que acreditamos são apenas mentiras. Todas as músicas e filmes românticos, todas as propagandas e poemas, todos os livros e momentos felizes não passam de ilusão. Tudo o que eu vivi com você, Marina, foi em vão. E eu tenho medo de recomeçar.

Aos poucos ele se recompôs. Apesar da sessão de desabafo, Pedro sentia-se um pouco melhor. Sabia que lá no fundo aquilo era um ensinamento. Que coisas ruins e boas acontecem por algum motivo. E que talvez o Universo houvesse contribuído para que aquilo não se prolongasse. Todas as risadas e telefonemas de boa noite estavam indo ao encontro de um buraco negro no meio da galáxia, juntamente com todas as tardes jogadas ao vento nas quais planejaram o casamento tão esperado – por ele.

Pensou em levantar e tomar um banho frio, seguido de uma caneca de café forte. Conversariam como os adultos que eram e tentariam resolver com quem Summer, a filhote de chihuahua, ficaria. Talvez, no fim de tudo, um sorriso surgisse no canto dos lábios de Marina e ela pedisse perdão. Ele a abraçaria e ambos chorariam até a vida voltar a ser preenchida por um amor puro que outrora, bem remotamente, existiu. Mas Pedro preferiu virar-se para o outro lado da cama e dormir novamente. Afinal, ela sabia muito bem onde a chave reserva da casa estava escondida.

A dança

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Éramos um compasso lento e ritmado. Nos movíamos conforme os acordes da nossa respiração. Suas mãos seguravam-me pela cintura e minhas mãos traçavam as linhas dos seus ombros até pararem em algum lugar do infinito ao nosso redor. Você, sempre seguro. Eu, menina teimosa e sonhadora. O mundo inteiro poderia acabar desde que aquele momento perdurasse pela eternidade do instante.

Era assim toda vez que nos víamos. Uma dança de olhares e mãos entrelaçadas, conversas sussurradas e sorrisos que diziam tudo o que a imensidão de nós dois queria gritar para o mundo. Dançávamos com o tempo que insistia em correr, com a angústia da partida e com a ansiedade das próximas vezes. Éramos uma valsa branda dançada ao pôr do sol que durava até o amanhecer.

Dance comigo para sempre, amor. Até nossos pés doerem e cabelos ficarem brancos como as nuvens que passam devagar pelo céu. Vamos dançar até nossa vida se esvair e não restar nada além daquela velha canção tocada na nossa vitrola. Canção feita para nós, dançarinos da vida, bailarmos por entre os dias que passaram e ainda virão. Dance, amor, porque o instante e a poesia existem. Assim como eu, você e os minuciosos tons da música que pouco a pouco se vai sem deixar vestígios. Dance, porque quando dançamos florescemos. E nesse momento há primavera em nós.

Tempo perdido

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– Já percebeu que coisas ruins só acontecem para nós dois? O resto do mundo vive dentro de um jardim de inverno rodeado por flores coloridas. Já a gente, no lugar que há muito precisa ser podado.

A garota encarava os olhos do estranho há o que parecia uma vida inteira. Trinta ou quarenta anos. Talvez cinquenta se demorasse um pouco mais. O olhar dele era confortável e, com apenas vinte minutos de conversa, pertenciam um ao outro. Não notavam os carros passando na rua, muito menos o cinza do céu ameaçando chuva. Queriam discutir filosofia, psicologia e o porquê de serem tão parecidos e deslocados. Queriam que aquele momento se transformasse em uma fotografia antiga, dessas que duram para sempre mesmo jogadas no fundo de um baú desgastado pelo tempo.

– Talvez nós sejamos os escolhidos. Nascidos para tornar o mundo um lugar melhor. – ele falou com sinceridade, o que a surpreendeu.

– Você só pode estar brincando. – ela sorriu. – Ninguém nasce com missão alguma predestinada. Fazemos o que fazemos porque tomamos o ônibus errado, almoçamos em um restaurante aleatório ou decidimos sair de roupas leves em um dia frio. Tudo o que acontece na nossa vida é pura coincidência. Nada além de uma enxurrada de coincidências.

– Então isso define o fato de não pertencermos a esse lugar. Talvez eu tenha virado em alguma esquina errada da minha vida há alguns anos. – ele sorriu pela primeira vez e ela percebeu que o riso dele estava machucado.

– Ou talvez tenha virado na esquina certa. Nós estamos aqui em um dia horroroso, discutindo o sentido da vida e do Universo há pouco mais de dez minutos. Isso não é o suficiente para você?

– Não. Nunca vai ser o bastante. Eu preciso de mais tempo. Creio que não vivi tudo o que poderia viver. – ele apontou para a sonda no nariz o que fez com que ela também parasse os olhos por alguns segundos no cilindro de oxigênio à esquerda do rapaz. Não tomara coragem de perguntar o que ele tinha, mas presumia que era algo muito grave.

– Sei como é. Eu realmente queria ter todo o tempo do mundo para sair por aí e explorar a vida. Mas somos meros mortais, não somos? Um dia a gente irá embora desse mundo e não deixaremos nenhum resquício da nossa existência. Duas almas perdidas nadando nesse imenso aquário.

– É uma pena que a gente não possa reutilizar o nosso tempo perdido, não é?

– Nunca. E vai ser assim para sempre.

Ela então percebeu que, pela primeira vez, ele também a olhava afetuosamente, como se precisasse dela pelo tempo que restasse.

– Se eu tivesse mais alguns meses de vida, te chamaria para tomar um café.

– E por que não chama?

– Porque eu não quero quebrar seu coração. Ele é um cristal frágil. Você não merece a vida que tem. Merece ser feliz. Merece um mundo totalmente novo e particular. Não sair com um cara em estado terminal…

– Eu não me importo.

– Então me abraça forte. – ele suplicou.

Era como abraçar alguém que ela já havia conhecido. A quimioterapia o deixara fraco, mas ele a abraçava com o máximo que podia. Ela fazia o mesmo. As mãos dela entrelaçaram as dele e não houve mais nada além de um sussurro.

– Nós estamos longe de tudo agora. – ele disse de olhos ainda fechados.

– Se você quiser tomar aquele café, devemos ir agora. Se demorarmos mais, seremos pegos pela chuva. Não temos tempo a perder.

– A tempestade que chega é da cor dos seus olhos.

– Castanhos. Como os seus.

De mãos dadas, abandonaram o ponto de ônibus, os sonhos perdidos e os compromissos do dia seguinte. Vagaram pela rua até serem atingidos pela chuva que preenchia cada minúscula cicatriz no coração de ambos. O tempo que a vida os proporcionava era curto, não havia dúvidas. Por isso inventariam o próprio tempo.

Ela

ImagemQuando você menos esperar, rapaz, ela chegará na sua vida como aquelas chuvas torrenciais e passageiras de verão. Ela não se incomodará de levar seu disco preferido e seus pensamentos. Permanecerá na sua mente pelo tempo que desejar.

Ela nunca foi do tipo politicamente correta, muito menos a melhor aluna da classe. Prefere passar as noites de sábado ouvindo a mesma música centenas de vezes, olhando os minúsculos pontos brilhantes no céu, a sair para uma festa qualquer com gente desinteressante. Confessa que nunca gostou do John e que o Ringo tem seu brilho especial. Sempre achou que amar alguém é suicídio, como tomar pequenas doses de cianureto todos os dias no café da manhã. Mas prefere correr esse risco de vez em quando, pois tem medo de morrer sozinha.

Você sabe que não conseguirá escapar dela. É sorrateira e tem o sorriso mais bonito que você já viu na vida. Ela sumirá por algumas semanas depois da primeira conversa que tiverem e você começará a procurá-la em cada esquina e curva da estrada. Estará sempre um passo à sua frente.

Uma vez por mês ela chora trancada no banheiro, por medo de ser insuficiente e deslizar nos próprios princípios. Ela tremerá toda vez que você olhá-la, pois bem lá no fundo sabe que você é importante. Evitará a maior parte dos seus olhares. Não quer parecer vulnerável. Quer que você a convide para sair em um dia aleatório, mesmo que seja apenas para discutir suas preferências musicais.

Ela provavelmente será a mãe dos seus filhos, mas não pensará em casamento tão cedo. Quer aproveitar cada passeio de mãos dadas, cada beijo e cada carinho como se fossem os últimos e viver o momento presente com o máximo que pode.

Talvez, no meio da madrugada, ela te ligue entre um sonho e outro para dizer que não está conseguindo terminar o texto que está escrevendo para você. Dirá que precisava ouvir sua respiração sonolenta e contar que quase explodiu a cozinha tentando fazer as panquecas que você tanto gosta. Talvez você desligue depois de quinze minutos e, antes do último suspiro da ligação, ela diga que te ama pela primeira vez. Você ficará mudo e ela rirá doce. Você entenderá que apesar dos danos e das perdas e das angústias e das brigas ela é certa para você. Apesar de muito errada.

Talvez o que vocês sintam um pelo outro não dure eternamente. Em certos dias choverá em sua mente o excesso de ausência dela. Mas saiba que, uma vez permitindo a entrada dela em sua vida, em algum lugar do seu coração sempre fará sol.