Sophie

Sophie era miúda
Dessas crianças frágeis, porcelanáticas
Tinha rinite, sinusite, bronquite
E tendências asmáticas.

Sophie queria ser gente grande
Livrar-se do inalador e das brincadeiras de criança
Mal sabia Sophie que quem é adulto
Deve bailar conforme a dança.

A brancura de seus ossos e o dourado dos cabelos
Refletiam o sol e as nuvens do céu como espelhos.

O cachorro, fofinho, a fazia companhia
De noite e de dia.
Mas Sophie não queria compaixão
Queria curar-se logo
Dos problemas de coração

Sophie deitou na chuva
Esperando a misericórdia de Deus amado
Mas acabou pegando
Uma baita resfriado.

Sophie, tenha paciência: Deus irá te curar
Mas antes você tem que fazer sua parte
E de pés descalços parar de andar.

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