Muso

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O lápis martela as linhas, mas nada é lapidado

Sinto falta de quando conseguia fluir por elas sem o mínimo de esforço.

O traço do desenho não é mais o mesmo.

Palavras faltam

Palavras fogem

Palavras correm

Para você.

Queria ser Neruda, Shakespeare, Pessoa…

Mas sou apenas uma obra inacabada

Que acabou de te perder.

Os versos perderam o brilho,

o poema perdeu o trilho,

o céu perdeu a cor.

Ah, se eu voltasse a te encontrar

Talvez a inspiração voltasse

Talvez a lágrima parasse

E tentasse não mais cair.

Talvez um dia você perceba

Que tudo o que escrevi foi para ti

(Até mesmo esse poema-prosa frouxo sem nexo, emoção e calor.)

Tudo isso é para você, amor.

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