Sobre lembranças

ImagemVocê estacionava o carro e subia as escadas assobiando alguma música que só fazia sentido na sua mente. Pegava a chave embaixo do tapete de boas vindas e destrancava a porta. Muitas vezes eu te esperava assistindo tv e comendo pipoca. Em outras ocasiões, dormia sozinha e, quando acordava, via seus braços ao meu redor.

Lembra aquela vez em que você tentou me ensinar a nadar? Quase morri afogada, mas só de ver seu sorriso triunfante valeu a pena.

Nós riamos como se não houvesse amanhã. Víamos o sol nascer, víamos o sol se pôr e admirávamos a lua como os poetas do Romantismo faziam.

Só que agora tudo isso está envolvido por uma enorme cortina branca no fundo de algum lugar inabitado. Não lembro mais do seu rosto e não consigo fazer outra coisa além de tentar encaixar o que sou agora com o que era antes. Com o que fomos em algum lugar do passado.

As fotos estão espalhadas pelo chão do quarto e as memórias voltam em pequenos fleches. Sei que irei conseguir dar um rumo a toda essa confusão. Afinal, a única certeza que eu tenho é que te amo com o máximo que posso – e lembro.

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