Keep Calm and ligue para ele

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 Uma hora qualquer, em um dia cinzento de outono, te ligarei de repente e você se surpreenderá. Durante a ligação, deixarei bem claro o quanto quero te fazer feliz, por um mês ou, de preferência, pelo resto da vida. Contarei os planos que fiz para nós dois, incluindo um intercâmbio para a Inglaterra, filhos e uma casa aconchegante com lareira. Você provavelmente irá rir de mim quando eu contar que todas as vezes que ouço “Please, Please, Please, Let me Get What I Want”, penso em você. Por favor, me deixe ter o que quero, pelo menos dessa vez? Você.

Todos os textos, sem exceção, são direcionados a você. Todos os personagens, personalidades, cores, sons, cheiros, ruas, estradas e sorrisos são seus e de mais ninguém. Te encontro em poesias, contos, crônicas, ensaios, roteiros, novelas, romances e até em bula de remédio. Você com certeza tem a cura para a minha doença. Essa falta de você.

Você ouvirá toda a conversa calado, esperando apenas o meu momento de recuperar o fôlego. Dirá que também me ama e virá correndo até aqui me entregar seu coração de uma vez por todas.

No fim, desligarei o telefone, ainda escutando sua respiração e te chamarei de “meu amor” pela primeira vez de muitas. Seu carro estacionará no meu portão e, você, de vez na minha vida. Agora, vou manter a calma e terminar esse texto cheio de sentimentalismo exacerbado e clichês. A tarde está triste, cinza e o outono chicoteia a janela com o vento frio. Me sentirei mais aquecida se pegar o telefone e discar seu número. Agora.

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