O caso do algodão doce

Tenho vontades repentinas. Confesso.

Um dia desses acordei com uma baita vontade de comer pipoca doce. Aquelas com cobertura de groselha vendidas nas pracinhas da vida por velhinhos simpáticos. Eu simplesmente A-M-O pipoca com groselha e foi quase uma facada no coração o fato de que por aqui não existem velhinhos vendendo pipoca… Dormi novamente e minha vontade passou.

Outra vez foi brigadeiro. Só de imaginar o cheiro do chocolate sendo mexido na panela meus olhinhos se encheram d’água. Fui procurar o achocolatado e o leite condensado. Nada. Não havia nem ao menos uma barrinha de chocolate para ser derretida. Me distrai com alguma coisa e, assim como aconteceu com a pipoca dos meus sonhos, esqueci o danado do brigadeiro.

A minha última vontade repentina – e mais recente – foi algodão doce. Acredito que a última vez em que comi algodão doce foi aos cinco anos. E nem sei o porquê de lembrá-lo naquele dia, hora e local. Só sei que senti a textura daquele pedaço de nuvem adocicado derretendo na minha boca, talvez a décima maravilha do mundo. Foi então que lembrei de uma história contada por uma professora da sétima série. Ela disse que quando queremos muito alguma coisa devemos respirar fundo e pensar três vezes “eu realmente preciso disso?”. Se na terceira vez seu desejo já não for tão interessante assim, tenha a plena convicção de que não serviria para nada. Isso acontece também com o amor. De vez em quando encontramos aquele garoto lindo, perfeito e cheiroso e pensamos “nossa, ele é o homem da minha vida! Iremos casar, teremos três filhos e uma casa azul com cerca branca!”. Conversamos, marcamos encontros, descobrimos gostos em comum e tudo parece perfeito. E depois acabamos parando na friend zone porque o cara gosta da nossa melhor amiga. Ou, na pior das hipóteses, ele é um mala. Daí vem as centenas de decepções que cercam nossos coraçõezinhos adolescentes de amargura e só nos resta devorar um pote de sorvete ouvindo música deprê.

Claro que pode acontecer de o amor ser recíproco. Aí você pode partir para o abraço e já financiar a casinha azul de cerca branca.

Por isso, antes de desejar muito, mas muito mesmo alguém, pense: eu realmente preciso dele? Se o seu coração disser que sim, vá em frente. Se não, caia fora e espere outra oportunidade de conhecer o homem de sua vida. Chances nunca faltarão.

E por falar em vontade, quero marshmallow…

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