Sobre olhares, sorrisos e saudades…

Ele. Uma palavra que nunca foi tão ouvida, pronunciada e desejada como agora. Ele que atravessou minha porta e sorriu. Que olhava o mundo lá fora com olhos curiosos e pensativos. Aliás, os olhos: uma cor que eu nunca vi antes. Uma mistura de castanho e violeta, ambos magnéticos. Batizei-os de “castanhos-violeta”, mas algum dia descubro o verdadeiro nome daquele pigmento que faz com que meu mundo pare toda vez que olho no fundo dos olhos dele. Sim, olhos funcionam como ímãs de vez em quando. Deve ser algo premeditado desde o nascimento. Por falar nos olhos dele… Ele. Aquele que fica sem graça quando confrontado. Que tem bom humor e não reprime uma gargalhada na hora certa. Que tem rosto de homem e coração de criança. Talvez, uma eterna criança. Ele que povoa a maior parte dos meus sonhos – tanto diurnos quanto noturnos. Que foi encontrado por acaso ou talvez me encontrou. Ele que tem o perfume mais profundo, inebriante e suave. Fico imaginado se algum dia encostarei minha cabeça no ombro dele e beberei a água – no caso, o cheiro – de sua própria fonte.

Ele cujo os cabelos desalinhados são mais bonitos do que penteados e com gel. Ele que ouve com paciência, calma, como se fosse a melhor história do mundo. E que no fim do ouvir, lança o tão famoso olhar meio castanho, meio violeta. Ele que é do rock, mas não rejeita um bom Bethoven. Ele que conta histórias e mais histórias e que me fez ver que o mundo vai muito mais além do que eu imaginava. Ele não é um garoto qualquer, desses que nos fazem chorar até dormir com o rosto no travesseiro: pelo contrário, ele me faz ter vontade de dormir e acordar sorrindo.

Ele que é carinhoso nos pequenos gestos. Que tem jeitos e manias particulares. Que me fez sentir borboletas no estômago e um queimor no coração. Ele que fez minhas bochechas rosarem e que uma vez quase segurou minha mão – eu pressuponho. Foi com ele que eu conversei por mais de três horas sem ver o tempo passar.

Ele com o qual sonho um dia ir ao cinema de mãos dadas, comer pipoca com Coca e não prestar atenção no filme. Acordaria ao lado dele todas as manhãs. Observaria meu “menino-anjo” adormecido e suspirando fundo. Ficaria ali por mais de uma hora e de repente ele acordaria, sorriria o meu sorriso predileto e me daria um beijo estalado na bochecha seguido de um rouco “bom dia”. Colocaria a cabeça em seu peito e ouviria as batidas do seu coração até pegar no sono novamente. Nós teríamos filhos, netos, bisnetos e todos os dias – todos os maravilhosos dias da minha vida – eu olharia para os olhos “castanhos-violeta” dele e estaria mais do que convencida de que fiz a escolha certa.

É. Eu sinto falta dele.

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