Onze coisas sobre mim

A Isabelle Dias do blog Quintal De Casa (lindo, fofo e recomendadíssimo) me convidou para responder a tag “Onze coisas sobre mim”. Consiste em responder onze questões sobre a minha personalidade (no intuito de vocês me conhecerem melhor). No final, como a própria tag solicita, vou listar 11 blogs para fazerem o mesmo.

REGRAS:

– Escrever 11 coisas aleatórias sobre você.

– Responder as 11 perguntas que a pessoa te enviou e criar 11 novas perguntas para as pessoas que irá mandar.

– Escolher 11 pessoas pra responder a tag e colocar o link dos seus respectivos blogs. (Avisar aos blogs escolhidos)

– Não retornar a tag pra quem te enviou.

– Postar as regras.
Onze coisas aleatórias sobre mim:
1. Amo dias chuvosos. Aproveito para ler enrolada no edredom, assistir à um filme da Sessão da Tarde ou até mesmo dormir;
2. Meu primeiro livro ganhei com oito anos. “Píppi Meialonga” (Astrid Lindgreen), o qual guardo até hoje;
3. Tenho compulsão por livros e é quase insuportável passar muito tempo longe das livrarias (passando por isso agora…);
4. Nunca assisti “Titanic” inteiro (e todo mundo me condena por isso hahahaha);
5. Quero me tornar escritora profissional futuramente;
6. Amo Literatura Fantástica;
8. O primeiro show de rock que assisti foi aos quatro anos (show da banda Kiss na MTV);
9. Me imagino um dia casada com alguém que goste de ler e curta rock ‘n roll. Criarei meus filhos dentro da Galeria do Rock e também nos sebos e livrarias de São Paulo;
10. Choro toda vez no final de “Um Amor para Recordar” (hahahaha sou manteiga derretida);
11. Não gosto de cantar “parabéns” nos meus aniversários. Sinceramente, não sei se canto junto, se sorrio, se choro ou saio correndo. É uma situação bastante constrangedora para mim.
Onze perguntas enviadas pela Isabelle:
1. Três coisas sem as quais não conseguiria viver? Livros, música, chocolate e filmes.
2. Seu maior sonho? Me tornar escritora profissional.
3. Se tivesse R$10.000, gastaria com o que? Com uma viagem para Londres.
4. Com o que gasta mais tempo na internet? Facebook/Blog.
5. Qual a sua época predileta no ano? Natal.
6. Se tivesse que escolher uma música para ouvir pelo resto da sua vida, qual escolheria? “Dust in the Wind” – Kansas.
7. Como é o seu guarda roupa dos sonhos? Calças jeans, camisetas de banda e All Star.
8. Qual o seu autor predileto? Neil Gaiman <33
9. Como se vê daqui cinco anos? Graduada em Letras/Fazendo Pós-graduação em Literatura Universal.
10. Qual filme você está louca para ver, nesse momento? “Máscara da Ilusão” (MirrorMask).
11. Se tivesse que se definir em uma palavra, qual seria? Tímida.
BLOGS PARA RESPONDEREM A TAG: 
Minhas 11 perguntas:
1. Qual é seu livro favorito/autor?
2. O que faria no seu último dia de vida?
3. O encontro dos sonhos seria…?
4. Qual é seu ator predileto?
5. Se pudesse mudar algo em você, o que mudaria?
6. Se tivesse a chance de se encontrar com uma pessoa, qual pessoa seria?
7. Com qual personagem de desenho animado você mais se identifica?
8. Diga uma mania sua.
9. Sol ou chuva?
10. Se pudesse banir algo da face da Terra, o que baniria?
11. Se fosse para um lugar deserto, quem levaria?
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Sobre timidez, amor e bandas punk

-Lembra aquele dia em que você passou pela minha porta e sorriu? Então, aconteceu uma coisa naquele momento que eu queria muito, mas muito mesmo te contar… – ela olhava fixamente para o espelho, tentando decorar o discurso que há meses estava entalado na garganta, pronto para ser colocado para fora. – Então… Naquele dia foi como se tudo tivesse mudado. Não pense que foi o tal do “amor à primeira vista”, isso é bobagem. Mas eu realmente senti algo diferente, uma vontade imensa de correr para você e… E…

Ela parou no meio da frase. Sentia-se a pessoa mais tonta do mundo. Quem falava diante de um espelho? Ah, claro. Ela falava. Não via outra maneira de tentar se acalmar, de realmente tomar coragem e ir lá na casa dele, escancarar a porta e dizer um “eu te amo” vermelho e inflamado de paixão, desses que a gente só vê nos filmes. Mas ela era tímida demais para isso. Tinha vontade de mudar, de se arriscar mais, mas como? Se tudo o que se permitia fazer era colocar um disco de músicas deprês para tocar no último volume e chorar até o nariz escorrer e as lágrimas secarem? Ela que sempre agradava a todos e que chamava atenção sem fazer o mínimo de esforço tinha medo de ouvir um não bem grande e passar o resto de seus dias, em seu quarto, sozinha, ouvindo sua coletânea de músicas tristes…

É claro que “nãos” aparecem em nossas vidas por algum motivo, sendo ele bom ou ruim. Ela nunca saberia se o temido “não” iria ser dito se nunca arriscasse uma declaração. Pegou um papel amassado, uma caneta preta já falhando e, decidida, começou a rebiscar:

“Carlos.

Lembra de mim? Naquele dia aqui em casa a gente conversou por mais ou menos duas horas. Você me disse que gostava de Ramones e de filmes de terror. Eu até elogiei seu gosto musical/filmográfico e… Bem, acho melhor eu ir de uma vez ao assunto: quando você passou pela minha porta eu senti algo revirando aqui dentro do meu peito. Não algo ruim. Pelo contrário, era algo confortável, quente. Pode parecer bobagem, mas eu acho que…Eu tô apaixonada por você. Sério, sem nenhum tipo de frescura ou coisa e tal. Te amando mesmo, de verdade. Antes de dormir eu fico pensando na gente, se algum dia a gente se casasse e tivesse filhos… Eles seriam lindos se puxassem ao pai (por favor, se você estiver me achando louca, pare de ler aqui mesmo e jogue o papel fora). Bem, se você me der uma chance eu vou ser a namorada mais paciente e carinhosa do mundo. Eu te amo de verdade, muito mesmo e faria qualquer coisa pra gente ficar junto. Droga, tô me sentindo péssima em não ter coragem de falar isso olhando nos seus olhos, mas o que posso fazer se sou tímida (e percebi que você também é)? Por favor, se eu realmente tiver alguma chance, a mais remota possível, me avise. Caso contrário, nunca olhe pra mim. Eu morreria de vergonha.

Sempre sua (apesar de achar isso um pouco clichê)

Laura. “

Laura colocou o papel amassado em um envelope usado que estava dentro da escrivaninha e rabiscou por fora um “Para Carlos” com uma caligrafia corrida e angustiada. Pediu que uma amiga levasse o bilhete na casa de Carlos e ficou esperando, esperando, esperando… Nada. Naquele dia, a garota foi dormir mais frustrada do que nunca. Colocou seu fiel escudeiro, o “100 Músicas Deprês” para tocar no rádio e deitou a cabeça no travesseiro, sem a mínima vontade de dormir. Lá fora, o barulho da chuva se confundia com os trovões dentro do coração de Laura. Foi saboreando aquele sentimento de culpa, raiva e rejeição e acabou pegando no sono. Ele nunca apareceria.

Um mês depois, quando a ferida no coração de Laura estava prestes a cicatrizar, um bilhete tímido foi colocado em sua caixa de correio. A caligrafia precisa e marcante era endereçada “À Laura”. A garota abriu o envelope sem entender e começou a ler:

“Laura

Eu sei que demorei muito pra te responder, me desculpa tá? Como você escreveu no bilhete, eu sou tímido. Bem tímido (como se isso fosse novidade pra alguém). Eu só queria te dizer que aquele dia em que a gente passou um pouco mais de duas horas conversando na sua casa foi o mais feliz da minha vida. Era como se a gente se conhecesse há muitos anos e eu me senti confortável com você. Eu também não acredito nesse tal de ‘amor à primeira vista’ e sim no ‘momento certo e hora certa’. Se você ainda estiver disposta a ser minha namorada eu serei seu. Seu amor, protetor, tudo o que você quiser. Eu te amo demais Laura e tá quase insuportável viver sem você. Vou te esperar aqui em casa com um filme, chocolate quente e muito amor. Vem pra cá e, se quiser, fica pra sempre, tá?

Sempre seu (também acho isso clichê)

Carlos.”

Laura respirou fundo, largou o bilhete na mesa e saiu correndo vida à fora. Afinal, um filme, chocolate quente e muito amor não se podem recusar.

Monotonia

Os clientes balbuciavam inconscientemente enquanto procuravam por produtos aleatórios no mercado. Carrinhos e mais carrinhos de compras amontoavam-se pelos corredores. Máquinas de registrar preços estavam espalhadas pelo chão. Era véspera de Natal e a agitação era grande naquele dia. Luíza trabalhava no caixa, passava produtos, embalava compras, aguentava reclamações de clientes estressados, tudo isso com um sorriso maquinalmente ensaiado no rosto.

– Posso ajudá-la? – disse Luíza à uma senhora de cabelos brancos feito algodão.

– Claro querida. Procuro a prateleira de alimentos para animais de estimação. – disse a senhora, ajeitando os óculos para enxergar Luíza melhor.

– Venha por aqui.

Luíza conduzia os clientes que se perdiam em meio às latas de suplemento alimentar, caixas de leite e prateleiras de salgadinhos Doritos ao destino desejado. Fazia aquilo por que era bondosa – não ganhava um centavo a mais pela generosidade. À noite, quando o expediente acabava, voltava para seu apartamento apertado, ligava a tv para não se sentir sozinha e entrava no chuveiro. Lá, deixava escorrer seus problemas, angústias, medos, incertezas, amores reprimidos e raivas junto com a água quente. Quando necessitava, chorava até os dedos dos pés e das mãos enrugarem. Aquilo aliviava a dor. A dor de ficar sozinha, de não ter amigos, de não ter um amor que lhe desse carinho…A dor de ter uma vida monótona.

A monotonia lhe arrebentava os ossos e o coração. Sentia como se algo a repuxasse por dentro. Um sentimento ruim que por muitas vezes foi seu único consolo e refúgio. Criava diálogos mentais com pessoas que não existiam. Dessa maneira, levava a vida como uma pessoa qualquer que paga contas, come, dorme e acorda no outro dia para fazer tudo outra vez.

Luíza queria uma mudança drástica. Nada que envolvesse um novo corte de cabelo ou roupas novas: ela queria uma mudança arrebatadora, dessas que fazem nossas vidas darem um giro de 180°. Ela queria sair para dançar, ir ao cinema de mãos dadas com um garoto lindo que a achasse maravilhosa, que a fizesse feliz. Queria sair da rotina, tirar o pó amargo das mãos e gritar ao mundo todo a felicidade que sentia. Ela observava as famílias, os casais, os jovens namorados, os velhinhos, as crianças e via neles aquilo que talvez algum dia possuiu: felicidade.

De vez em quando, assim que podia, ia ver o mar. A energia da areia a deixava um pouco mais contente, como se seu espírito se revitalizasse toda vez que seus pés tocavam aquele espaço constituído por pequenos grãos – que outrora foram estrelas, ela pensava. Não entrava no mar por não saber nadar. Ficava ali apenas observando o barulho das ondas, o cantar das gaivotas, o cheiro salgado das águas… E enquanto sua monotonia não vai embora, Luíza fica por lá, sentindo o vento soprar-lhe os cabelos.

Playlist de sábado – Top 3

É sempre bom adquirir inspiração para escrever por meio de letras de música. Eu, como uma ótima ouvinte, tentarei postar aqui (provavelmente todo sábado) um “Top 3” das músicas que eu escutei durante a semana não só para escrever como para relaxar, curtir a vida, pensar…Começando por:

3-) “Big Jet Plane” – Angus and Julia Stone

Escutei essa música há uns dez minutos e o refrão não sai da minha mente! Procurei o clipe e já tenho ideias sobre o que escrever no próximo post.

A voz do Angus e da Julia casam tão bem que é impossível não amar o som dos dois.

2-) “Epílogos e Finais” – Agridoce

Ai, ai… Agridoce! O projeto paralelo mais fofo desse mundo – ao meu ver :). Pitty e Martin fazem um trabalho tão delicado e suave que eu fiquei derretida ao ouvir apenas a primeira música do álbum de estreia, “Agridoce”.

Utilizei essa música para escrever dois textos essa semana (“Epílogos e finais: O Começo/O Fim”). Para ser sincera, ouço Agridoce sempre que possível (o som deles me acalma demais).

1-) “Psycho” – Amanda Palmer (participação de Neil Gaiman)

Esse vídeo tem uma razão mais do que especial para ser o primeiro lugar do meu “Top 3”: Neil Gaiman.

Meu escritor favorito e sua esposa fizeram uma parceria fantástica, chamada “An Evening with Neil Gaiman and Amanda Palmer” (Uma tarde com Neil Gaiman e Amanda Palmer), na qual Neil lê alguns de seus contos e Amanda canta suas músicas.

Eu amo o clima havaiano que a música apresenta (por conta do ukulele) e se torna mais especial porque é o Neil quem a canta,

Já perdi as contas de quantas vezes a ouvi ❤

Monólogo

Viver é bem mais fácil do que parece. Se bem que muitas vezes isso parece difícil. Muito difícil. Viver é como aprender a andar de bicicleta. Uma vez aprendendo, nunca mais se esquece. É claro que muitas vezes caímos e nos machucamos, porém o importante é não ficarmos estendidos no chão esperando que alguém nos acuda. O ato de se reerguer tem de vir de nós mesmos.

Assim que damos as primeiras voltas desfrutamos o momento. Viver é pedalar sem rumo, sentir o vento nos cabelos, observar a paisagem, dizer “olá” para aquele vizinho que adora xeretar nossa vida…

Viver é dar risadas, cantar, pular, pagar mico com os colegas (ou sozinho), correr gritando em meio a uma multidão, amar, se machucar, chorar ouvindo aquela música “fossa”, lavar o rosto, colocar um vestido florido e partir para outra.

Viver é não se preocupar com problemas pequenos, é encarar a vida com fé, coragem e compromisso. É se permitir mais, errar de propósito para sair da monotonia, se arriscar, se declarar.

Viver é fazer o que se tem vontade no momento, sem pensar nas consequências. Se algo der errado, pelo menos você tentou e isso é o suficiente. Viver é ler, escrever, ir ao cinema, pintar um quadro, criar coisas mirabolantes que só fazem sentido em nosso mundo.

Como citei antes, a arte de viver também não é um mar de rosas colorido e perfumado. Os problemas aparecem uma hora ou outra para testarem nossa paciência e devemos mostrar a eles que podemos enfrentá-los. Tudo é uma questão de tempo.

Por isso: cante, sorria, gargalhe, corra, salte, converse, brinque, faça piadas (mesmo não tendo graça alguma), leia, escreva, ame, namore, chore, ore, grite, pinte o cabelo de uma cor extravagante, erre, se arrependa e comece tudo outra vez. Viva, apesar de tudo.

E, no fim do dia, deite em sua cama confortável, durma e sonhe. A jornada apenas começou.

Epílogos e finais: O Fim

“Feitos um pro outro, feitos pra durar…”, um trecho de música perdido no espaço confuso da minha mente ecoava.

E aqui estou, sentada no mesmo lugar do metrô em que conversamos pela primeira vez. O tempo lá fora é frio como o meu coração. Não há ninguém além de mim no vagão e a solidão é minha única companheira agora.

Lembro-me daquela nossa primeira briga. Quem lavaria os pratos? Você me ouviu esbravejar por meia hora e me interrompeu com um beijo. Minha raiva inconsequente e sem fundamento se desfez como um floco de neve caído no deserto.

Acho que você cansou de mim, não é? Tantas brigas por coisas à toa, tantas lágrimas derramadas sem necessidade. Era para sermos mais felizes do que qualquer outro casal no mundo, mas não: eu insisti em enxergar coisas sem relevância alguma e, com isso, ficar brava com você.

Peguei meus cd’s, meus livros, minhas roupas, meus pensamentos e meu coração. Não se preocupe comigo, ficarei bem qualquer dia desses.

Espero que você encontre alguém que realmente te valorize. Você merece. Ela pode estar em um café qualquer tomando uma xícara do seu chá favorito. Ou numa loja de discos, ouvindo sua música preferida dos Smiths. Você sorrirá o seu seu sorriso mais lindo e tudo ficará bem novamente. Espero, do fundo do meu coração, que dê certo.

É só uma questão de tempo.

Enquanto isso, seguirei minha vida, relembrando cada parte preciosamente perfeita do nosso curto tempo juntos.

Todo epílogo tem o seu final. Infelizmente o nosso não foi feliz…

Epílogos e finais: O Começo

Lembro de tudo como se fosse ontem. E essa é a parte que mais dói.

Lembro quando te vi pela primeira vez no metrô. Nossos cotovelos se esbarraram e você me disse um tímido “desculpa” e foi sentar-se ao lado de uma velhinha simpática. Eu acho que fiquei o percurso todo olhando para o seus cabelos castanhos, seu olhar pensativo, sua calma… Não me importaria de ficar ali em pé o resto dos meus dias. No outro dia, você não estava lá e eu me senti vazia. Cheia de uma melancolia-angustiada que antes não fazia parte de mim. E então te vi sentado no último acento, olhando a vida que passava lá fora. Eu não deixaria você escapar. Nunca.

Fui andando ao seu encontro, envolvida por uma calmaria fora do normal. Seus olhos encontraram os meus e um sorriso surgiu no canto da sua boca – e meu coração se sentiu mais vivo.

Décadas e décadas de conversa se passaram e estávamos lá, assistindo televisão na sua casa, juntinhos no sofá. Você fazia carinho nos meus cabelos para que eu dormisse e eu ficava por lá mesmo até o outro dia. Você preparava um café ou um chá ou um “chafé” e eu sorria como se estivesse bebendo o néctar dos deuses. Ficávamos por ali, agradecendo aos céus apenas pelo fato de existirmos juntos e, então, tudo se misturava: meus livros, meus cd’s, minhas roupas, meus pensamentos junto aos seus. Inclusive eu e você.

A gente viajava, vivia, velava o sono um do outro. Corria, sorria, escorregava pelos problemas com uma facilidade de outro mundo. Cantávamos de madrugada enquanto os vizinhos dormiam, sentávamos na varanda para ver o sol nascer. Criávamos nomes esquisitos para os nossos futuros filhos, os quais teriam gostos mais esquisitos ainda.

Nós vivíamos. Sem culpa, sem luxo, só nós.

Nós. Uma palavra que agora soa tão estranhamente conhecida, que faz algo quente escorrer pelo meu rosto.

Em que abismo profundo foi parar o nosso amor?